Cine Noz
filmes seguidos de debates
com seus diretores
quartas às 19h
Instituto Moreira-Salles:
Rua Marquês de São Vicente,
476, Gávea - Rio de Janeiro
entrada franca
Andarilho de Cao Guimarães
conversa entre Cao Guimarães e
Ligia Saramago

Mutum de Sandra Kogut
conversa entre Sandra Kogut e
Otavio Leonídio
A paisagem é vista no cinema não apenas como cenário contextualizador de uma história, mas como um elemento capaz de participar da narrativa e, muitas vezes, proporcionar novos olhares em relação ao espaço que nos cerca. Abordar a paisagem cinematográfica nos leva a refletir sobre as relações entre homem, natureza, cidade e construção. O Cine Noz visa abrir caminhos através da fronteira - não tão definida - que separa a realidade do olhar cinematográfico.
local: O Instituto Moreira Salles possui acesso a portadores de necessidades especiais e estacionamento gratuito no local. A capacidade da sala é de 113 lugares. www.ims.com.br
contato: revistanoz@revistanoz.com
realização: revista Noz e Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio
organização: Catarina Flaksman,
Miguel Del Castillo e Vitor Garcez
design: Nina Paim e Miguel Nóbrega
apoio: Instituto Moreira Salles
agradecimentos: Eduardo Ades, Elisabeth Pessoa, Projeto Comunicar PUC-Rio, Usina Digital Distribuidora de Filmes, VideoFilmes e 88 Produções Artísticas e Audiovisuais
Andarilho é o segundo filme da trilogia da solidão de Cao Guimarães e trata da relação entre o caminhar e o pensar. Entre Montes Claros e Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais, três andarilhos solitários percorrem trajetórias distintas, relacionando-se, cada qual à sua maneira, com os elementos de um mundo no qual tudo é transitório. Lugar do deslocamento constante das coisas que não se fixam, dos pensamentos transitórios, das imagens e dos sons efêmeros, da vida como uma mera passagem.
Cao Guimarães é cineasta e artista plástico. Desde o fim dos anos 80, exibe os seus trabalhos em diferentes museus e galerias como Tate Modern, Guggenheim Museum e MoMA/NY. Seus filmes, dentre os quais se destacam os longas O Fim do Sem Fim (2001), A Alma do Osso (2004), Acidente (2006) e o curta Da Janela do meu Quarto (2004), já participaram de diversos festivais, como Cannes, Sundance, Roterdã, Locarno e Rio, tendo sido premiados em alguns deles.
www.caoguimaraes.com
Ligia Saramago é arquiteta, artista plástica, doutora em filosofia e professora do Curso de Arquitetura e Urbanismo e do Departamento de Filosofia da PUC-Rio. É autora do livro A Topologia do Ser: lugar, espaço e linguagem no pensamento de Martin Heidegger.
José Carlos Avellar infelizmente cancelou a sua participação nas mesas que seguem a exibição dos filmes, nos dias 17 e 24
Mutum quer dizer mudo. Mutum é uma ave negra que só canta à noite. E Mutum é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago e sua família. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo. O sertão que se apresenta no filme não é meramente uma região geográfica: é também o interior, o passado, a infância. Mutum se inspira na história de Miguilim, da novela Campo Geral, de João Guimarães Rosa.
Sandra Kogut fez seus primeiros trabalhos com vídeo em 1984 e desde então vem utilizando diferentes mídias e formatos: documentários, filmes experimentais, ficções, instalações. Produziu Parabolic People e En Français no Centre de Recherches Pierre Schaeffer, na França. Dirigiu os documentários Um Passaporte Húngaro e Passagers d'Orsay. Seu primeiro longa-metragem de ficção, Mutum - uma produção franco-brasileira - teve sua estréia mundial no Festival de Cannes 2007. Sandra foi professora na Escola Superior de Belas Artes em Strasbourg e nas Universidades americanas de Princeton e Califórnia. Seus trabalhos foram exibidos no MoMA/NY, Guggenheim Museum, Forum des Images/Paris, entre outros.
Otavio Leonídio é arquiteto e doutor em História Social da Cultura pela PUC-Rio. Foi coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio e co-fundador da Casa de Lucio Costa. É autor do livro Carradas de Razões: Lucio Costa e a Arquitetura Moderna Brasileira e co-autor